domingo, 6 de janeiro de 2013

VIII


Meu pai 
é metade do que falo,
metade do que calo,
metade da minha imagem no espelho.
É só e é tudo;
meu principio e meu fim.
É uma vontade que anseia.
Um grito de silêncio  
que ecoa dentro de mim.
Fez a curva na minha estrada reta
e disso fez-se essa ausência
que me comparece todos os dias
todas as horas...
O que é ele senão essa pluralidade de singularidades?
Um contraste de semelhanças minhas.
Um verso de cada canção;
Uma só oração;
Um ampliador de solidão;
A palma forte e os pés no chão;
Um misto de lembranças e saudade
que escorre nas minhas mãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário